Por que ainda é importante falar sobre autoconhecimento?


Foto: Nappy Stock

Analisando o meio digital se torna perceptível que em determinados períodos palavras específicas são usadas com uma determinada constancia, muito estimulado por um vídeo que viralizou, em que tal palavra fazia parte, ou pode ser motivado por pessoas que apreciamos a utilizarem, seja parentes, amigos ou famosos. Também podem ser escolhidas por serem uma hashtag que dá maior visibilidade a postagem. Então por algum tempo ouvimos diversas pessoas, instituições e marcas trazendo o mesmo termo e após um uso maçante as frases da moda caem em um completo esvaziamento.

E o uso pelo modismo, que é o que acaba acontecendo em parte dos casos, usar porque está todo mundo usando, acaba banalizando e esvaziando o significado das palavras.

É bom lembrar que não é o uso frequente que é o problema, a questão está quando se usa termos sem antes entender o sentido completo. E palavras e frases tão bonitas e importantes passam a ser desvalorizadas. Um termo que tem passado por isso é:


Autoconhecimento


e frases que contenham essa palavra, como por exemplo:


Autoconhecimento é a chave.


Esta é uma palavra que uso bastante no meu trabalho com Ginecologia natural, e como tem sido amplamente usada acredito na importância de resgatar seu significado. De acordo com o dicionário Michaellis, Autoconhecimento é o conhecimento de si mesma.

Quando se põem o autoconhecimento em prática se percebe de forma completa o que é esse "conhecimento de si". Saber quem é te dá ,também, um panorama de quem não é. Te traz uma percepção se você está tentando ser alguém que não é, ou seja, tentando se encaixar em expectativas alheias. Por isso aprecio tanto essa palavra.

"Autoconhecimento é o conhecimento de si mesma."

Pensa o quanto que não somos socializados para ser quem realmente somos, mas sim aquilo que é confortável para a sociedade que pertencemos. Que não vai desafiar, "ofender" a tradição. Reflita o quanto que amamos o que é confortável, previsível e semelhante. Então como seres extremamente sociáveis, que somos, de formas completamente plurais, nos moldamos dentro das condições sociais para receber "amor" e acolhimento. Esquecendo, ou nem sabendo, que o amor não é um esquema de manipulação, que só pode ser direcionado para aqueles que atenderem nossas expectativas.


É extremamente comum se moldar pra caber em caixinhas e esse esforço para caber no que podem ser desejos comportamentais, estéticos, religiosos, financeiros, políticos e a lista continua, é extremamente violento. Mas é uma troca que quem tá se moldando para ser aceito acredita ser justa, pois em troca a todo esse esforço a recompensa é o "amor". Aquela sensação de completude e felicidade. E deixo aqui uma quentão, se o amor é direcionado ao produto final de tantos cortes, farsas e performances você está sendo amada ou seu personagem é quem realmente está recebendo amor? Acredito que para todas chegue u

m momento que essa pergunta chega junto com o questionamento principal, Quem é você, realmente? E aí deusas, começa o caminho do autoconhecimento. Quem te observa no dia a dia pode colaborar para te ajudar a responder esse questionamento. Mas é você quem de fato consegue trazer uma resposta final. Que na real nem é tão final assim, já que é algo que ao longo da sua vida você vai respondendo.

Eu amo essa palavra e vou defender, por mais que tenha caído no uso exacerbado esta continua sendo uma palavra importante e com bastante significado. Saber quem somos no salva de tanta coisa, nos ajuda em nosso processo de amadurecimento, tomadas de decisões e parar de se moldar aos outros. Sair das caixinhas que entramos é desconfortável, mas vale muito, pois o amor e admiração que encontramos ao longo do nosso caminho tem uma probabilidade maior de serem genuínos e verdadeiramente direcionados a nós. Te desejo uma ótima jornada e mergulho em si mesma.


O ser que se sabe é o ser que se eleva.

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